A incontinência urinária afeta cerca de 20% das mulheres portuguesas com mais de 40 anos, mas apenas 10% procuram ajuda especializada. Esta condição pode ter um impacto significativo na qualidade de vida, comprometendo o bem-estar pessoal, social e profissional.
Durante a Semana Mundial da Continência, é essencial sensibilizar para a importância do diagnóstico precoce e das opções de tratamento, que podem melhorar significativamente os sintomas e até mesmo conduzir à cura.
O que é a incontinência urinária?
A incontinência urinária caracteriza-se pela perda involuntária de urina, podendo variar de situações ocasionais a perdas graves e regulares. Embora possa ocorrer em ambos os sexos e em qualquer idade, é mais comum nas mulheres e em idades mais avançadas.
Este problema pode levar a constrangimentos emocionais e sociais, reforçando a necessidade de prevenção, diagnóstico e tratamento atempados para melhorar o prognóstico e a qualidade de vida.
Principais causas da incontinência urinária
As causas da incontinência urinária são multifatoriais, podendo incluir:
- Idade avançada
- Sexo feminino (mais prevalente devido à estrutura anatómica e alterações hormonais)
- Menopausa
- Partos vaginais
- Obesidade
- Obstipação crónica
- Cirurgias ginecológicas ou pélvicas
- Doenças neurológicas
- Consumo excessivo de líquidos, álcool e cafeína
- Maus hábitos miccionais

Tipos de incontinência urinária
Existem diferentes tipos de incontinência urinária, cada um com abordagens específicas para tratamento:
- De esforço: Perda involuntária de urina ao tossir, espirrar, rir ou levantar peso.
- De urgência: Sensacão repentina e intensa de urinar, nem sempre permitindo chegar atempadamente à casa de banho.
- Mista: Combina sintomas de esforço e urgência.
- Por extravasamento: Ocorre quando a bexiga está demasiado cheia e ultrapassa a resistência uretral.
- Funcional: O doente tem dificuldades em chegar à casa de banho a tempo (mais comum em idosos e doentes neurológicos).
- Enurese: Perda involuntária de urina durante o sono.
Como tratar e prevenir a incontinência urinária
A reabilitação do pavimento pélvico desempenha um papel fundamental na prevenção e tratamento da incontinência urinária, especialmente no pós-parto. O fortalecimento desta musculatura pode ser alcançado através de diversas abordagens:
Exercícios de Kegel: Consistem na contração voluntária dos músculos do pavimento pélvico, melhorando o tónus e a resistência uretral. São simples, não invasivos e podem ser feitos em qualquer local.
Electroestimulação: Estimula os músculos do pavimento pélvico, sendo útil para doentes com dificuldade em identificar e contrair esta musculatura.
Biofeedback: Recurso terapêutico que utiliza elétrodos para monitorizar a contração muscular e ajudar o doente a aprender a ativar corretamente os músculos do pavimento pélvico.
Tratamentos adaptados a cada caso
O tratamento da incontinência urinária depende do tipo e gravidade do quadro clínico. Para os casos ligeiros a moderados, a reeducação do pavimento pélvico é a primeira linha de tratamento. No entanto, em situações mais graves ou resistentes ao tratamento conservador, podem ser recomendadas opções farmacológicas ou cirúrgicas.
A modificação do estilo de vida também é essencial para controlar os sintomas, incluindo:
- Perda de peso
- Adaptações dietéticas
- Melhoria dos hábitos miccionais
A importância de procurar ajuda especializada
Apesar do impacto negativo da incontinência urinária, muitas pessoas evitam procurar ajuda por vergonha ou por acreditarem erradamente que é uma consequência inevitável do envelhecimento. No entanto, existem várias opções eficazes para tratar esta condição.
A consulta com um especialista permite um diagnóstico correto e um plano de tratamento personalizado, garantindo uma abordagem multidisciplinar que pode melhorar significativamente a qualidade de vida dos doentes.
Se sofre de incontinência urinária, não ignore os sintomas. Consulte um profissional de saúde e descubra as soluções disponíveis para recuperar o controlo e o bem-estar.
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