O envelhecimento da população portuguesa está a gerar desafios crescentes na oferta de cuidados e alojamento para idosos. Portugal é um dos países da União Europeia com maior percentagem de idosos com mais de 80 anos, o que acentua a necessidade de soluções habitacionais e assistenciais adequadas. A Via Senior, em parceria com a BA&N Research Unit, realizou o 3º Retrato das Residências Sénior em Portugal, um estudo que analisa a capacidade das estruturas residenciais, os preços praticados e a evolução dos serviços oferecidos.
Os resultados apontam para um setor sob pressão, onde a procura excede largamente a oferta, os preços continuam a subir e a acessibilidade económica torna-se um desafio para muitas famílias. Este estudo revelou ainda que a maioria das residências opera a plena capacidade, deixando poucas opções para os idosos que necessitam urgentemente de assistência. O impacto desta realidade foi amplamente divulgado nos meios de comunicação nacionais, incluindo o Público, a RTP, a TVI, a Rádio Renascença, o Idealista, o Observador, o ECO, o Correio da Manhã, o Jornal Económico, entre muitos outros, que enfatizaram a escassez de vagas e a crescente dificuldade das famílias em suportar os custos de um lar privado.

Oferta e Ocupação das Residências Sénior
O estudo da Via Senior identificou que Portugal dispõe de aproximadamente 2.700 Residências Sénior a operar legalmente no mercado, somando mais de 100.000 camas disponíveis para idosos que necessitam de cuidados continuados. No entanto, estes números são insuficientes para cobrir as necessidades da população envelhecida. De acordo com os dados analisados, apenas 4% das necessidades estão satisfeitas, criando longas listas de espera para aqueles que procuram uma vaga.
A elevada taxa de ocupação destas residências reflete a escassez de alternativas. Cerca de dois terços das unidades revelam uma ocupação de 100%, o que significa que há muito poucos lugares disponíveis para novos utentes. Adicionalmente, 58% dos residentes têm 86 anos ou mais, demonstrando que a idade avançada é um fator determinante para a procura destes serviços. Muitos idosos acabam por recorrer a soluções informais ou aguardam longos períodos para conseguirem uma vaga em instituições públicas, onde os custos são mais acessíveis.
Os dados deste estudo foram destacados em várias plataformas mediáticas. O Público sublinhou a preocupação crescente com a falta de respostas do setor público e privado para suprir as necessidades habitacionais dos idosos. A RTP enfatizou a lotação máxima na maioria das residências e o impacto deste cenário nas famílias que precisam de encontrar rapidamente um local para os seus familiares. Já a Rádio Renascença abordou as dificuldades financeiras impostas pelos preços elevados, especialmente para aqueles com reformas baixas.

Aumento dos Preços e Acessibilidade
O custo das Residências Sénior privadas tem vindo a aumentar de forma consistente nos últimos anos, um fenómeno impulsionado pela elevada procura e pela escassez de oferta. De acordo com o 3º Retrato das Residências Sénior, o preço médio ponderado para um quarto duplo situa-se atualmente nos 1.500 euros por mês. Em certas regiões do país, especialmente nas grandes áreas metropolitanas como Lisboa e Porto, os valores podem ser significativamente superiores.
Este aumento representa um desafio significativo para as famílias portuguesas, muitas das quais têm dificuldades em suportar este nível de despesa. O relatório destaca ainda que a maioria dos idosos vive com reformas que não permitem cobrir integralmente estes custos, o que obriga muitas famílias a recorrer a apoios financeiros ou a assumir diretamente a despesa.
Nos meios de comunicação, este aspeto foi amplamente debatido. A RTP noticiou que os preços das residências para idosos continuam a subir, agravando as dificuldades das famílias que procuram soluções adequadas para os seus familiares. O Público abordou a falta de políticas públicas eficazes para regular os preços e garantir o acesso a alojamento digno para a população idosa. Já a Rádio Renascença chamou a atenção para o facto de que muitas famílias acabam por optar por soluções informais, como cuidadores não qualificados ou estadias prolongadas em casa, devido à falta de opções acessíveis no setor formal.

Expansão e Qualidade dos Serviços
Apesar dos desafios económicos e da insuficiência de vagas, o estudo da Via Senior destaca uma evolução positiva na diversificação e qualidade dos serviços oferecidos pelas Residências Sénior. Nos últimos anos, muitas unidades têm investido na modernização das suas infraestruturas e na ampliação dos serviços prestados. Entre as melhorias mais evidentes, destacam-se a inclusão de assistência médica especializada, programas de reabilitação, atividades de estimulação cognitiva e projetos de integração social para os residentes.
Este investimento na qualidade dos serviços responde a uma necessidade crescente de cuidados especializados para idosos com mobilidade reduzida, doenças neurodegenerativas ou outras condições de saúde que exigem acompanhamento contínuo. A diversificação da oferta permite que os residentes tenham uma melhor qualidade de vida, promovendo um envelhecimento ativo e saudável.
Na comunicação social, este tema recebeu menos destaque, uma vez que os problemas de acessibilidade e preços elevados foram os focos principais. No entanto, a Rádio Renascença mencionou a importância da diversificação dos serviços como uma tentativa de justificar o aumento dos preços. O Público também referiu que, apesar dos custos elevados, algumas residências estão a apostar em melhores condições para os seus utentes, oferecendo soluções mais completas e adaptadas às suas necessidades.

Impacto do Estudo nos Meios de Comunicação
A divulgação dos dados do 3º Retrato das Residências Sénior em Portugal gerou um debate significativo nos principais meios de comunicação. As notícias publicadas pelo Público, RTP, TVI e Rádio Renascença refletiram a preocupação da sociedade em relação à acessibilidade, à falta de vagas e ao aumento dos preços nas residências sénior.
O Público focou-se na questão da falta de resposta pública para o crescente envelhecimento da população, destacando a necessidade de políticas mais eficazes para apoiar os idosos e as suas famílias. A RTP abordou principalmente a escassez de vagas e as dificuldades enfrentadas pelos portugueses que precisam de encontrar rapidamente uma solução para os seus familiares idosos. Já a Rádio Renascença enfatizou o impacto financeiro deste problema, destacando o peso que os preços elevados têm sobre as famílias e a necessidade de criar alternativas economicamente viáveis.
A ampla cobertura mediática demonstra a relevância do tema e a necessidade de ações concretas para resolver os desafios que o setor enfrenta. O estudo da Via Senior desempenhou um papel fundamental ao trazer dados concretos e atualizados sobre o estado das residências sénior em Portugal, alertando para a urgência de soluções estruturais que garantam um envelhecimento digno para todos.
O 3º Retrato das Residências Sénior em Portugal, conduzido pela Via Senior, trouxe à luz as principais dificuldades enfrentadas pelo setor. A escassez de vagas, a crescente procura, o aumento dos preços e as dificuldades de acessibilidade são problemas que exigem atenção imediata por parte do governo e das entidades responsáveis.
A falta de respostas adequadas para a população idosa tem levado a um aumento das desigualdades no acesso a cuidados de qualidade. O elevado custo das residências privadas coloca um peso financeiro significativo sobre as famílias, tornando imperativo o desenvolvimento de políticas públicas que promovam soluções mais acessíveis e inclusivas. O impacto mediático deste estudo reforça a necessidade de um debate amplo sobre o futuro das residências sénior em Portugal e as estratégias a adotar para enfrentar os desafios do envelhecimento populacional.
Este estudo constitui um marco essencial para a compreensão da realidade do setor e deve servir de base para a formulação de estratégias que garantam um envelhecimento seguro, confortável e digno para todos os cidadãos portugueses.
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